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segunda-feira, 26 de março de 2012

Exame de sangue pode prever enfarte



Já pensou na possibilidade de poder prever o enfarte com um simples exame sanguíneo antes que o problema ocorra? Pois os cientistas do Scripps Translational Science Institute (STSI), na Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram uma forma de avaliar, através do sangue, o risco de ataque cardíaco. O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, concluiu que um determinado tipo de células pode funcionar como um possível biomarcador da doença. A pesquisa envolveu 50 pacientes que procuraram ajuda em quatro hospitais da cidade de San Diego, quando estavam prestes a sofrer enfartes.
Usando diferentes sistemas, os cientistas isolaram as células conhecidas como endoteliais (que têm forma achatada e que recobrem o lado interno dos vasos sanguíneos e do coração) e descobriram que a quantidade e a estrutura delas estavam alteradas em pessoas com enfarte, na comparação com grupos de pessoas saudáveis. Eles concluíram que testar o sangue de quem está propenso a ter este tipo de ataque poderia ajudar a prever quais pacientes realmente poderiam sofrê-lo.

O enfarte é um evento súbito, em que ocorre uma repentina privação de oxigênio no tecido cardíaco, ocasionado pelo bloqueio das artérias. Para evitar as sequelas de um ataque como esse, é fundamental a desobstrução, a fim de restabelecer o fluxo de oxigênio. Sem ele, as células de parte ou de todo o coração morrem. Quanto mais rápido esse procedimento for realizado, menores são os danos ao paciente e as chances de morrer. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, são 320 mil mortes por ano, só no Brasil, por problemas cardiovasculares.
De acordo com o coordenador do estudo, o médico Eric Topol, a habilidade em diagnosticar um ataque cardíaco iminente é uma importante descoberta: “Pode ajudar a mudar o futuro da medicina cardiovascular.” Já o coautor da pesquisa, Raghava Gollapudi, afirma que o trabalho realizado é importante para avaliações imediatas, mas em outros casos é necessário um aprofundamento maior: “Por enquanto, nosso teste apenas detecta se o paciente está vivenciando um ataque ou acabou de passar por um.” Os pesquisadores esperam que o teste esteja disponível para uso comercial em até 2 anos
FONTE: ARCA UNIVERSAL

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